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Fernando Arrabal rueda en Barcelona

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Fernando Arrabal rueda en Barcelona "el primer filme de género postpánico"

EFE

Barcelona | 06/07/2009

 

El dramaturgo Fernando Arrabal ha participado hoy en el rodaje en Barcelona del filme "Ushima-Next", de Joan Frank Charansonnet y Jesús Manuel Montané, que ellos mismos consideran "el primer filme de género postpánico".

En la presentación de la película, que hoy concluye el rodaje en la modernista Casa de Convalecencia, Charansonnet ha dicho que la cinta "toma el relevo del cine pánico que, en los años 70, crearon Arrabal, Alejandro Jodorowsky y Roland Topor".

"Ushima-Next", que mezcla al 50% la imagen real con la imagen de animación por ordenador, plantea la existencia de una realidad alternativa, creada y administrada por ordenadores y muy parecida al mundo actual, en la que todo el mundo es feliz excepto cuatro personas, que deciden cambiar sus vidas y ser libres.

El filme plantea, comenta Charansonnet, "una reflexión crítica sobre la sociedad híperconsumista y con un sobreexceso de información.

En su intervención, Arrabal ha señalado que en su vida le han sucedido cosas que le han colocado en "una postura excepcional", algo que ha llevado a muchos a decir que "Arrabal es un provocador y un incontestable, pero yo no he provocado nada".

A continuación, ha argumentado que decidió participar en "Ushima-Next" "después de leer el guión" y por una intuición: "Siempre que he colaborado con Joan Frank (Charansonnet) en alguna actividad ha resultado un hecho ejemplar y simbólico".

Para Arrabal, esta película es la reivindicación de "una aventura de la izquierda realmente anarquizante, o de una anarquía realmente izquierdista".

El codirector Montané piensa que "Ushima-Next" "no sólo reflexiona sobre qué podemos hacer después de diez años de Bush, sino también sobre qué podremos hacer después de 50 años de Facebook".

Frente a la manipulación de la gente a través de la sociedad de la información, el guión propone "una reivindicación de la poesía, del sexo y de la vida".

Arrabal no ha podido evitar ofrecer su repertorio de "egocentricidades" cuando ha recordado que es "el único superviviente de los tres avatares de la modernidad: el grupo surrealista, el movimiento pánico y la patafísica".

También fue, ha alardeado, "el único escritor que escribió una carta a Franco tras su muerte" y "uno de los cinco exiliados que, tras la muerte de Franco no podían volver a España, junto a Carrillo, Pasionaria, Líster y El Campesino".

Charansonnet se ha mostrado crítico con la actitud del Ayuntamiento de Barcelona hacia el cine independiente: "Mientras se da una subvención de un millón de euros para que ruede Woody Allen en la ciudad, a los independientes como nosotros cuando pedimos grabar imágenes en un cementerio nos dicen que valen 500.000 euros la hora".

FERNANDO ARRABAL PARTICIPA DE DEBATE EM SÃO PAULO

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Dramaturgo espanhol participa da mesa de debates Um Certo Arrabal, que acontece no Instituto Cervantes. Evento é idealizado pelo diretor Reginaldo Nascimento, do Teatro Kaus Cia. Experimental
 
Um dos dramaturgos mais encenados da história e em plena produtividade, o espanhol Fernando Arrabal, estará em São Paulo, dia 10 de agosto, para participar da mesa de debates Um Certo Arrabal.Autor vem a convite do diretor Reginaldo Nascimento, do Teatro Kaus Cia. Experimental, que está produzindo a peça O Grande Cerimonial, texto do dramaturgo espanhol. A vinda de Arrabal está sendo viabilizada em parceria com o INSTITUTO CERVANTES de São Paulo, onde acontece o evento.
 
Além de Fernando Arrabal, participam da mesa o dramaturgo e diretor Wilson Coêlho, um dos principais tradutores da obra de Arrabal no Brasil, e o crítico e pesquisador Sebastião Milaré. "Para brindar as pesquisas que o grupo vem realizando há quase um ano sobre as obras do Arrabal, faremos esta mesa de debates para compartilhar com o público paulistano a genialidade deste que é um dos grandes dramaturgos do teatro mundial", afirma o diretor e idealizador do evento Reginaldo Nascimento.
 
A mesa de debates está inserida nas atividades do novo projeto do Teatro Kaus, Um Certo Arrabal, que propõe um profundo trabalho de investigação de linguagem e estética a partir das obras do dramaturgo Fernando Arrabal. Este encontro faz parte da proposta do grupo de estabelecer o diálogo com autores representativos da história do teatro contemporâneo. O objetivo é amanutenção dos debates públicos como forma de aprendizado, difusão, divulgação e intercâmbio de idéias e propostas cênicas. 
 
"O Instituto Cervantes de São Paulo está muito honrado em receber uma das grandes figuras do universo teatral contemporâneo, além de poeta, novelista e cineasta", afirma o diretor do Instituto Cervantes de São Paulo Pedro Benítez.
 
A parceria firmada com o Instituto Cervantes para a realização do Projeto Fronteiras, trabalho anterior do grupo sobre a dramaturgia latino americana, está sendo retomada neste evento, o que tornou viável a vinda do dramaturgo e dos demais convidados. O grupo, que está trabalhando há um ano e meio sem nenhum apoio ou subsídio, busca no momento recursos financeiros para consolidação do projeto Um Certo Arrabal, que incluí, entre varias ações, a montagem da peça O Grande Cerimonial.
 
Fernando Arrabal  Fernando Arrabal nasceu em Melilla (Espanha, antigo Marrocos espanhol) em 1932. Completou seus estudos de direito em Madri, mas vive na França desde 1954 e escreve em francês. O mundo de Arrabal tira o seu absurdo não do desespero filosófico que tenta descobrir os segredos do ser, mas do fato de que seus personagens vêem a situação humana com uma simplicidade infantil. Como as crianças que são às vezes cruéis por­que não conseguiram entender a existência de uma lei moral, como as crianças eles sofrem com a crueldade do mundo num sofrimento desprovido de sentido. Recebeu o reconhecimento internacional pela sua obra narrativa (onze novelas), poética (numerosos livros ilustrados por Amat, Dalí, Magritte, Miotte, Saura, entre outros), dramática (numerosas obras de teatro publicadas em dezenove volumes) e cinematográfica (seis longas-metragens). Fernando Arrabal não é só o autor espanhol mais encenado no mundo, como também um dos poucos autores do chamado Teatro do Absurdo que ainda vive e produz. Na década de 60, depois de permanecer três anos no grupo surrealista, Arrabal, juntamente com Topor e Jodorowsky, cria o Movimento Pânico, cujo manifesto expressava a intenção de conciliar o absurdo com o cruel, identificar a arte com o vivido e adotar a cerimônia como forma de expressão.
 
Sebastião Milaré – Crítico e pesquisador de teatro. Curador de Teatro do Centro Cultural São Paulo. Autor de Antunes Filho e a Dimensão Utópica (Perspectiva, 1994); A Batalha da Quimera – Renato Vianna e o Modernismo Cênico Brasileiro (FUNARTE, no prelo); Hierofania - O Teatro Segundo Antunes Filho (Edições SESC, no prelo); O Teatro dos Sete Povos Losófonos (organização e apresentação do Teatro Brasileiro, CCSP, SMC, 1998), A Trupe Futurista Conta o Bumba-Meu-Boi Modernista (peça teatral comemorativa dos 70 anos da Semana de Arte Moderna, direção de Gilberto Gawronski, Centro Cultural Banco do Brasil, RJ, 1992); A Solidão Proclamada (peça teatral adaptada para coreografia e dirigida por Sandro Borelli, Teatro da Cultura Inglesa, SP, 1998). Dramaturgista do espetáculo Quem Come Quem, direção de Stephan Stroux, com atores e músicos dos sete países de língua portuguesa (Teatro Gil Vicente, Coimbra, 2000). Rorteirista da série O Teatro Segundo Antunes Filho  9stv, 2002) e do programa Teatro e Circunstância (SESCTV, 2009). Vem colaborando em diversas publicações do Brasil e do exterior, destacando: Revista Artes (São Paulo), Revista USP, Travessia (editora da UFSC), Bravo, O Estado de S. Paulo, Diógenes - Anuário Crítico del Teatro Latino-americano (EEUU), Conjunto (Casa das Américas, Cuba), Revista Teatro Celcit (Argentina), Humbodt (Alemanha), Sete Palcos (Portugal), Primer Acto (Espanha); Mindelact Teatro em Revista (Cabo Verde), BT-Bijutsu Techo (Japão).
 
Wilson Coêlho: Poeta, dramaturgo, escritor, tradutor, palestrante, articulista e encenador graduado em Filosofia e Mestre em Estudos Literáriospela Universidade Federal do Espírito Santo, auditor real do Collége de Pataphysique de Paris. É professor universitário e desenvolve projeto de implantação de filosofia e ciências sociais na educação infantil e ensino
fundamental. Atualmente é coordenador de teatro do Curso de Qualificação Profissional na Escola de Teatro e Dança FAFI. Tem 16 livros publicados, além de críticas, artigos literários e acadêmicos em diversas revistas nacionais e internacionais. Tem 19 espetáculos montados com o Grupo Tarahumaras de Teatro, com participação em festivais e seminários de teatro no país e no exterior, como Espanha, Chile, Argentina e Cuba, ministrandompalestras e oficinas. Também participou como jurado em concursos literários e festivais de música. Entre 2007 e 2009, no Projeto "Leituras em Cena", promovido pelo SESC, ministrou oficinas de dramaturgia em 9 estados brasileiros, deixando diversas "leituras" junto aos grupos locais, além de participar em  mesas redondas para uma discussão sobre a obra do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal,  que tem sido objeto de sua pesquisa e tradução sobre o teatro atual.
 
Teatro Kaus Cia. Experimental "Radicado em São Paulo desde outubro de 2001, o Teatro Kaus Cia Experimental da Cooperativa Paulista de Teatrofoi criado em dezembro de 1998, na cidade de São José dos Campos, pelo ator e diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz e jornalista Amália Pereira. Na capital paulista, a Cia. encenou as peças A Revolta, do argentino Santiago Serrano (2007), El Chingo, do venezuelano Edilio Peña (2007), Infiéis, do chileno Marco Antonio de la Parra (2006/2009), Vereda da Salvação, de Jorge Andrade (2005/2004) e Oração para um pé de chinelo, de Plínio Marcos (2002). Em fevereiro de 2007, o Teatro Kaus estreou o Repertório do Kaus, no Centro Cultural São Paulo, onde ficou em cartaz com os espetáculos El Chingo, A Revolta e Infiéis. Em julho de 2007, a Cia. levou o espetáculo A Revolta para o Chile, realizando três apresentações, com o texto original em espanhol. Em novembro de 2007 lançou o livro Cadernos do Kaus  O Teatro na América Latina, um registro documental sobre todas as ações do projeto Fronteiras  O Teatro na América Latina, realizado pelo Teatro Kaus Cia. Experimental durante o ano de 2006 e 2007, em parceria com o Instituto Cervantes e beneficiado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Em 2008, fez temporadas no Centro Cultural da Juventude com as peças El Chingo e Infiéis. Em 2009, realizou temporada da peça Infiéis, no Teatro X, onde participou também do evento Festa do Teatro.  Instituto Cervantes  Criado em 1991, em Madri, o Instituto Cervantes completa, em 2009, 18 anos e é uma instituição oficial e sem fins lucrativos sob a tutela do Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha. Presente com 72 centros em 40 países do mundo, sua finalidade é a de difundir a língua e a cultura dos países hispânicos e participar na promoção de intercâmbios culturais no mundo inteiro. O Brasil é o país com o maior número de Institutos no mundo, sendo noves centros em: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
 
MESA DE DEBATES UM CERTO ARRABAL
 
Para Roteiro
Dia 10/8, segunda-feira, às 19h30
Mesa de Debate Um Certo Arrabal
Convidados: Fernando Arrabal (Dramaturgo espanhol), Wilson Coêlho (Pesquisador)
Mediador:  Sebastião Milaré (Pesquisador)
 
INSTITUTO CERVANTES  Avenida Paulista, 2439 (metrô Consolação) Consolação, tel: 3897-9609. Capacidade 100 lugares. Acesso para deficientes.  Ar condicionado. Entrada franca. Retirar o convite no local com uma hora de antecedência.

Cervantes en Chipre y los tigres de Bengala por Fernando Arrabal

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 En la Ópera de Nicosia  el día 14 se representó  mi "Pic nic en el campo de batalla".   Lo presencié  a la derecha de la  esposa del presidente (comunista) de Chipre. No se llama Lis sino Elsie. Y creo que estaba aun más emocionada que Lis (a mi izquierda). Primero cuando tuvo que subir a escena y presentar la ópera. Detrás de ella asomaba una parte del decorado: unas alambradas.  Daba la espalda al "gulag". Como en su día lo hizo la otra Nadja (Esperanza, y Nada nihilista). La deslumbrante segunda esposa de Stalin. La mujer que quiso elevar Moscú al parnaso de la modernidad en el arte. Al final de la representación me pareció ver los ojos de la presidenta empañados... ¿Recordaba sus años mozos de universitaria en Moscú?  ¿O tenía presente su patria dividida  por un ejército de ocupación?   ¿O pensaba en los "picnic" hoy  imposibles de  sus compatriotas del sur con sus primos del norte?

El compositor es el chipriota desterrado en Londres: Constantinos Stylianou. "Nuestra ópera" , gracias a él ya tuvo una gran acogida  a partir del 20 de febrero. En "Linz, 2009, Kulturhauptsdat Europas". Pero nada comparado a la recepción chipriota. Tuve otra inocente "premonición" el primer día que vi al compositor.  Me pregunté: ¿cómo se puede ser tan joven, tan guapo y tener tanto talento?  ¿Es el nuevo Alcibíades de Sócrates? Y me vaticiné, sin razón ninguna, "haremos juntos la  ópera de la paz pánica . La de la post-guerra patafisica. La del amor del amor en la confusión". Entre le fiancé et la fiancée separados por un frente de batalla.  Pero unidos en Afrodita. Y así esta sucediendo con "ORATORIO/LOVE" in saecula, saeculorum. Quisiera que fuera  tan impresionante en Faustroll  como lo fue la  súbita corazonada.

Por Chipre luchó "pánicamente" Cervantes  en la más alta ocasión que vieron los siglos pasados, los presentes , ni esperan ver los venideros. ¿Se permitió la licencia de comparar el choque de Lepanto  con  Austerlitz o Stalingrado?  ¿Consideró un magno triunfo aquella "victoriosa  escaramuza de una guerra perdida para vencer al imperio turco y reconquistar Chipre"? Esta vez la Liga de Poetas estuvo representada por Martín Marcos. Encandiló por donde pasó. Por su arte de vivir. Por su poesía. Por su presencia casi imaginaria. Pero también por su erudita tranquilidad y su seductora flegma de leñador.     

Otra originalidad pánica de este país:  tiene como dignatario supremo al secretario general del partido comunista AKEL. Líder  que ganó las últimas elecciones. [Claro que una vez más, como en el resto del Universo, no se presentó el partido de las excepciones confusas.] Venció con el 53,37 % de los votantes frente a su rival: el antiguo presidente del país. Sin necesidad del 99,99% tan  popular. Sucedió el 24 de febrero de 2008. Dimitris Christofias es hoy el único comunista presidente en Europa.  El único de la historia elegido democráticamente. Y cuya esposa pasó cerca de dos horas con  su sexo a medio metro del mío, en medio de un calor achicharrante.

Bis: 

Durante el Festival de Cannes esta vez sólo bebí coca light. No me apetecía el alcohol: Esto va por rachas. Y sin embargo estuve muy excitado. Divirtiéndome  y casi haciendo  más el loco que nunca (como si pensara que me fuera a morir mañana). Especialmente con Edouard Baer (el maestro de ceremonia "oficial" del Festival). Aunque hablamos mucho de Simone de Beauvoir, de la Feria de Sevilla  y de nuestro común amigo Antonio. Con la actriz  Rossy de Palma se forjó una complicidad. De baile, minifalda, trasero y flamenco. Y con Almodóvar otra muy diferente. Por cierto éste al terminar su película se dirigió a mí. Me abrazó con un comentario que no merezco.
http://www.dailymotion.com/relevance/search/fernando+arrabal/video/x9cu70_almodovar-arrabal_shortfilms  

Casi todos hacían como que me admiraban. ¿Trataban de consolar al anciano que veían por última vez?  A la mayoría les desconocía. Edouard Baer me decía "pero sí,  este es fulano, el célebre fulano".

Debo reconocer que la  primera y  última vez que participé en un Festival de cine (como jurado cinematográfico) fue ¡en 1978! Precisamente en el de Avoriaz. ¡R.I.P.! Con Sergio Leone, Jeanne Moreau, Alain Delon, Henri Verneuil, William Friedkin y Mickael Cacoyanis. En la votación   final "Eraseerhead" fue eliminada. Unanimemente. Menos un voto: el mío.
Inmediatamente anuncié que me iba de Avoriaz, incapaz de aceptar tan monstruosa injusticia. Temblando de emoción  previne que el cine "será poesía o no será". ¿"Mi  inocente premonición" consiguió cambiar la opinión de mis "compañeros"? El jurado le  atribuyó "Le Prix Spécial du Jury". Por unanimidad. "Eraserhead" fue la primera y magistral película del estudiante de un instituto de Los Ángeles llamado David Lynch.

Con ocasión de la edición de mis siete largometrajes  en DVD ["Inicial series", Cameo y Wanda Films, 2009] el Corte Inglés (sí & sic) me  anuncia que John Lennon me había recomendado al distribuidor americano  Klein. Nunca me lo  dijo, ni Yoko Ono tampoco. Suelo ser lo menos pesimista posible. No espero reconocimientos. Carezco de angustia: soy un desesperado.  Por cierto el día 24 recibí en Rumania el "premiul" de literatura "Tudor Arghezi" por mi "opera omnia". Y el 25 me otorgaron el "titul de cetatean de onoare". En realidad sin ningún merito propio. Supongo que me los otorgaron por la recomendación del excelente fotógrafo Felipe Ferré.

Siempre con una "inocente premonición"  elogié durante este Festival de Cannes al último de Filipinas. Al cineasta de San Fernando. A un desconocido llamado Brillante Mendoza. Como su nombre indica. En  el silencio de la gran sala, el día de Tarantino, se alzó   tres veces  la voz de la razón ¡¡¡Brillante!!! ¿Hasta que mi voz llegó a oídos del jurado?   En el "Journal du Out" (de Benoît Szakow) confirmé mi "inocente premonición". Dos horas antes  de  que el desconocido recibiera el premio a la dirección. 

 Pero también hablé con parecida "premonición"  del film de Walt Disney «Mamá, perdí el avión ». Eran las 17h 55.  A las 21h 05 perdí el avión. ¡Mamá! 

En la Bienal de Venecia hice el loco de nuevo. Hubiera querido que todo lo que me rodeaba se impregnara de poesía. Bebí  todo lo que pude. Y un poco más. Como si solo me quedara una semana de vida. Me dicen que el vino de esta región es riquísimo. La próxima vez lo degustaré.  La verdad es que la mayoría con quien topé  me trató ¿excesivamente bien?  Quizás por mi edad. ¿Pensaban que era la última vez que me veían?  Beneficié de una presentación rotundamente inmerecida. Pero  increíblemente eficaz: "Le presento al más célebre dramaturgo vivo" [+ ó-:  "aquí está el último tigre de Bengala"]. Como en general nadie conoce el nombre de un solo dramaturgo, todos felices. E incluso orgullosos. El "restaurateur’"en Venecia  de Hemingway (Arrigo Cipriano) y su hija (Carmela) me reservaron siempre  la mejor mesa. Y el Hotel la suite “exclusive”. Con vistas a la Aduana y a la nariz del yate de Pinault. Me aseguran que inmortalizarán mi visita con una placa. Espero que no sea demasiado mortuoria.   ¿Otra "inocente premonición" mía (frase de Henri Verneuil ¡en 1978!)?  No olvido que Arrigo y Carmela son colegas. Pero infinitamente más prestigiosos: su Harry’s Bar cuenta con sucursales en medio mundo  desde Wall Street à Londres. 

El día 4 de junio se presentaron en la Bienal  mis cinco libros. Delight Edition. Con los cinco "carissimi" artistas chinos Yu Minjun, Wang Guangyi, Zhang Xiaogang, Yang Shaobin y  Wang Qing Song. Cada uno de estos mamotretos es  casi de mi  estatura y exactamente de mi mismo peso: 125x85x12 cm y 61 Kg. . La ceremonia se celebró en el Aula Magna dell’ Ateneo Veneto. Bajocuadros de Tiziano.    En la sala y en la tribuna la mayoría eran "personalidades". E incluso algunos que yo conocía. ¿Vinieron a causa de los "records" de venta en Sotheby’s  de Yu Minjun?. ¿O de sus personajes siempre regocijados? Me encantó ver a actrices amadas como Viviana Piccolo y Mila Moretti. A escenógrafos como Damiano A. Zigrino. A poetas como el traductor de Kundera Máximo Rizzante. A presidentes como Alberto Serni. A profesores como  Augusto Forti. A "galeristas" como Florence y Gilles Dyan. Pero sobre todo a anónimos poetas que ni ellos mismos saben como se llamarán un día.
Recité diez  de mis cien poemas. En francés. Hubiera sido aún más emocionante si los hubiera leído en chino. O mejor aún en birmano.


Fernando Arrabal

Arrabal dixit (de films y de filmes)

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Desde el Corte Inglés (sí & sic) me  anuncian que John Lennon me había recomendado al distribuidor americano  Klein. Nunca me lo  dijo, ni Yoko Ono tampoco. Suelo ser lo menos pesimista posible. No espero reconocimientos. Carezco de angustia: soy un desesperado.  [Por cierto  el día 24 recibí en Rumania el ‘premiul’ de literatura “Tudor Arghezi” por mi “opera omnia”. Y el 25  el ‘titul de cetatean de onoare’. Tchiiiin  Tchuuun].

Durante el Festival de Cannes esta vez sólo bebí coca light. No me apetecía el alcohol: Esto va por rachas. Y sin embargo estuve muy excitado. Divirtiéndome  y casi haciendo  más el loco que nunca (como si pensara que me fuera a morir mañana). Especialmente con Edouard Baer (el maestro de ceremonia “oficial” del Festival). Aunque hablamos mucho de Simone de Beauvoir, de la Feria de Sevilla  y de nuestro común amigo Antonio. Con la actriz  Rossy de Palma se forjó una complicidad. De baile, minifalda, trasero y flamenco. Y con Almodóvar otra muy diferente. Por cierto éste al terminar su película se dirigió a mí. Me abrazó con un comentario que no merezco.
http://www.dailymotion.com/relevance/search/fernando+arrabal/video/x9cu70_almodovar-arrabal_shortfilms

La verdad es que la mayoría con los que topaba me trataban ¿excesivamente bien?  Quizás por mi edad. ¿Pensaban que era la última vez que me veían?  A la mayoría les desconocía. Edouard Baer me decía “pero sí,  este es fulano, el célebre fulano….”

 

 Debo reconocer que la  primera y  última vez que participé en un Festival de cine (como jurado cinematográfico) fue ¡en 1978! Precisamente en de Avoriaz. ¡R.I.P.! Con Sergio Leone, Jeanne Moreau, Alain Delon, William Friedkin y Mickael Cacoyanis. En la votación   final  “Eraseerhead” fue eliminada. Unanimemente. Menos un voto: el mío. Inmediatamente anuncié que me iba de Avoriaz, incapaz de aceptar tan monstruosa injusticia. Temblando de emoción  previne que el cine “será poesía o no será”. “ Mi  inocencia premonitoria”(según  Henri Verneuil)  consiguió cambiar la opinión de mis “compañeros”. El jurado le  atribuyó “Le Prix Spécial du Jury”. Por unanimidad. “Eraserhead” fue la primera y magistral película del estudiante de un instituto de Los Ángeles llamado David Lynch.

 

 Siempre con « inocencia premonitoria”  elogié durante este Festival de Cannes al último de Filipinas. Al cineasta de San Fernando. A un desconocido llamado Brillante Mendoza. Como su nombre indica. En  el silencio de la gran sala, el día de Tarantino, se alzó   tres veces  la voz de la razón ¡¡¡Brillante!!! ¿Hasta que mi voz llegó a oídos del jurado?   En el ‘Journal du Out’ (de Benoît Szakow) confirmé mi ‘inocente premonición’. Dos horas antes  de  que el desconocido recibiera el premio a la dirección. Esperemos que los cabestros  no intenten, como en su día a Almodóvar, enviarle a los corrales. 

 

 Pero también hablé con parecida trascendencia  del film de Walt Disney «Mamá, perdí el avión ». Eran las 17h 55’. 

Fernando Arrabal

01/06/2009 08:48 Raúl Herrero Enlace permanente. ¡Arrabal: 76 años! No hay comentarios. Comentar.

FERNANDO ARRABAL . POR PRIMERA VEZ EN ESPAÑA SUS FILMS EN DVD

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[Por fin en España se editan en dvd las películas de Fernando Arrabal. ¡Loados los dioses sean!]

llevado por un arrebato loco adquiriré de inmediato toda la filmografía de Fernando Arrabal a través del siguiente enlace:

http://www.moviesdistribucion.com/todo/ficha/?Fernando+Arrabal+%2D+Initial+Series

PUBLICO  10 V 09


"Soy peatón, no poeta"


No entiende de fronteras ni de credos, dice que ni es español, ni de
Melilla, ni de Ciudad Rodrigo, ni de París, que su patria es
‘destierrolandia’

 

Fernando Arrabal, entre la calle y la inspiración. - GRACIELA DEL RÍO

SARA BRITO - Madrid - 10/05/2009 08:00

Fando y Lis se acercan con parsimonia a una mesa de un patio con fuente en un hotel del centro de Madrid. Lis le sirve de apuntadora a Fando. Fando se muestra, en principio, esquivo y cortante. Fando es Fernando Arrabal, Lis es su mujer y colaboradora Luce Moreau. Ambos estuvieron en Madrid para presentar las siete películas que Arrabal rodó entre 1971 y 1998 y que edita Cameo por primera vez en DVD en España. A la mesa de Arrabal (Melilla, 1932), van llegando invitados pintorescos: un poeta-leñador llamado Martín Marcos, también un realizador francés que graba un vídeo que se presentará en el Festival de Cannes. Arrabal pide "algo fuerte": una Cola Light.


"Si Corín Tellado hubiera sido hombre le habrían dado el Cervantes"


¿Qué le parece la edición de estas películas?

En el pack aparece algo inexacto. Dice que mis películas no se estrenaron en España. Eso es insultar a España. Ahora bien, como el resto de mis cosas, no tienen repercusión.

Ha escrito 800 libros de poesía, 100 obras de teatro y sólo siete películas... ¿por qué?


"Lo que es insólito es que lo del milenarismo sea el minifilme más visto de un escritor"


Hay que tener en cuenta que cuando habla usted de cine o de poesía, yo no diferencio. Yo no hago carreras. No soy ni cineasta ni autor dramático. Yo soy peatón. Ni siquiera soy poeta. Lo que sí creo que soy, misteriosamente, es un chivo expiatorio español. Mi biografía es insólita en relación a los demás escritores. Soy el único escritor cuyo padre fue condenado a muerte por los franquistas. El único que, a la muerte de Franco, le consideraron entre los cinco españoles más peligrosos.

¿Cómo se vive eso, qué le pareció?

¡Una cosa infamante! Me pusieron con cuatro personas que no tenían nada que ver conmigo [Dolores Ibárruri La Pasionaria, Carrillo, Valentín González El Campesino y Enrique Líster]. También soy la única persona que escribió una carta a Franco. Lo cual me parece sorprendente, teniendo en cuenta que yo nunca he pertenecido a ningún partido político, ni siquiera episódicamente como es el caso de Goytisolo. También está el hecho de que sea el único superviviente de los tres avatares de la modernidad [surrealismo, patafísica, pánico]. Mi lenguaje nunca ha sido nada. Como soy un testigo o un chivo expiatorio de mi época, no sé lo que mi época va a pedirme que haga.


"¡Qué necesidad hay de humillar a un escritor poniéndolo frente al rey!"


De cualquier forma, usted no haría caso a lo que se le pide que haga, ¿no?

¡Ah no! No merece la pena.

¿Por qué le interesan las matemáticas?

Las matemáticas han forjado la geopolítica: la creación de la teoría de conjuntos. No es que los políticos sepan algo de matemáticas, pero al crearse los conjuntos y los subgrupos, Europa se convirtió en conjuntos.
Entonces se comprende el conjunto Italia y el conjunto Alemania, que antes estaba disperso. Cuando Mandelbrot propone los objetos fractales, el mundo se fractura. Quiero recordar una cosa importante que va a pasar el 19 de noviembre: se publica la biografía de Mandelbrot, Oasis de sencillez.

Le llaman provocador, pero realmente ¿usted sabe qué es la provocación?

A Houellebecq o Kundera se les acusa de lo mismo. Es cursi, tan ridículo. Es centrípeto. Autodestructivo. No puedo pensar en una persona inteligente que sea provocadora. Puede ser una maniobra económica para un productor. Además, la provocación no se puede determinar.

¿Qué opina de que se le conozca en España por aquello del milenarismo?

Es insólito es que sea el minifilme más visto de un escritor. Ha habido cosas más graciosas e interesantes, como la borrachera de Grotowski. Es misterioso porque son esa serie de cosas las que, de una forma inmerecida, me hacen convertirme en un chivo expiatorio. En un fenómeno mundial. Sé muy bien lo que se espera de mí, quién soy. No me hago ilusiones. No soy responsable de que a mi padre le condenaran a muerte, ni de que hubiera un régimen tan gilipollas que pusiera bombas en los cines donde proyectaban mis
películas. Pero lo que hago se convierte en algo simbólico y especial.

¿Como lleva ese peso simbólico?

No lo manejo. Suelo decir la verdad. Cuando estuve en Murcia me preguntaron por el Cervantes. Y yo digo lo que siento. Y lo que siento es que no se lo hayan dado a Corín Tellado. [Lis se ríe]. Era la escritora más célebre de su tiempo y hay que tener en cuenta que Cervantes y Feliciano de Silva, eran de los escritores más leídos de su tiempo. Sinceramente, creo que si fuera hombre se lo habrían dado.

¿Qué opina de los premios?

Voy a contarle algo. Hace un par de años me llama [Luis María]Anson para decirme que estaban buscando a Kundera para darle el Príncipe de Asturias. Le pedí todos los detalles y llamé a Kundera y me preguntó que qué era eso. Entonces le contesté que para el premio había que ir a una charlotada con trompetas y pompa. Y me dijo: "¡Yo no voy a ir a una charlotada!". El lado charlotesco del Cervantes, por ejemplo, es impresionante ¡Qué necesidad hay de humillar a un escritor poniéndolo frente al rey! Si se hiciera en un
puticlub con alguien interesante, todavía.

¿Veremos la Tercera República en España?

¡Ojalá! ¡Pero es un anacronismo!

¿Se siente exiliado, desterrado o emigrante?

Nunca he sido exiliado ni político ni económico. Yo he sido desterrado porque no podía respirar aquí. En realidad estaba tuberculoso. ¿Sabes que me acaban de dar la tarjeta de inválido en Francia? Se han dado cuenta de que me falta medio pulmón y me la han dado. No soy español, aunque tenga el pasaporte español. No soy tampoco de Melilla, ni de Ciudad Rodrigo, ni de París. Yo soy de destierrolandia.

¿En qué cree con convicción?

En la poesía, en el arte, en las matemáticas. En todo por lo que estoy frustrado sobremanera. En todos esos terrenos, estoy rodeado de gente infinitamente mejor que yo. Siempre quise ser matemático. Lo que ocurrió es que cuando gané el premio de superdotados a los 10 años, insistieron en que estudiara Matemáticas. Así que pensé: si estos franquistas me dicen eso, haré lo contrario. Me pasa también con la pintura.

¿Qué va a hacer ahora?

Iré a Chipre, porque hago una ópera. Este año he hecho tres óperas. En Madrid, en Lintz (‘capital cultural de Europa’) y en Chipre. Y ¡cuidado!, porque Chipre es el único país de Europa gobernado por un partido comunista. El jefe de Estado es un gordito maravilloso que había leído el mejor texto erótico que conozco, las memorias de Peggy Gugenheim. Allí escribí un poema de 50 versos, Mi idolatrada felatriz. Le gustó. Cuando le dije que lo había escrito a mano mandó llamar a su secretaria, una señora mayor. Cuando acabó
de pasarlo me dijo: "¡Qué romántico!".

Sinopsis:

Las películas de Fernando Arrabal giran en torno a la ausencia del padre (un militar represaliado por el ejército nacional y condenado a muerte durante la Guerra Civil), la propia guerra y la presión que ejerce una madre invasora sobre su hijo. Su trabajo detrás de las cámaras se basa en un ejercicio de
combinación de recuerdos y sueños que no tiene la voluntad de provocar, ni siquiera el deseo explícito de sorprender, sino que simplemente pretende mostrar la situación que rodeó cada uno de los momentos vividos por el artista. Las imágenes resultantes poseen una belleza indiscutible y a la vez comunican un sentimiento de profundo extrañamiento: la obra cinematográfica de Arrabal refleja, así, la condición del cine como arte metafórico dotado de una increíble capacidad para llegar a la gente.

La colección Initial Series ha conseguido reunir en esta edición la Filmografía Completa de Fernando Arrabal: "Viva la muerte" (1971), "Iré como un caballo loco" (1973), "El árbol de Guernica" (1975), "El emperador del Perú" (1982), "El cementerio de automóviles" (1983), "�Adiós Babilonia!"
(1992) y "Jorge Luis Borges (Una vida de poesía)" (1998), títulos hasta el momento inéditos en nuestro país. Esta edición incluye también el documental "Arrabal, cineasta del Pánico" y una extensa entrevista realizada al genio Arrabal en una de sus últimas visitas a Madrid.
Premios:

Contenidos:
Disco 1
- Viva la Muerte
Director: Fernando Arrabal
Actores: Anouk Ferjac, Nuria Espert, Mahdi Chaouch, Ivan Henriques, Jazia Klibi, Suzanne Comte
Género: Drama, Bélico
Año: 1971
Nacionalidad: Francia, Túnez
Duración: 87
Calificación: No recomendada para menores de 18 años
Imagen: Color - PAL - Widescreen 1.66:1 - 16:9
Región: 2
Idiomas: Español - Dolby Digital Mono, Francés - Dolby Digital Mono
Subtítulos: Español
Discos: 1
Edición: Normal

- Iré Como un Caballo Loco (V.O.S.)
Director: Fernando Arrabal
Actores: Emmanuelle Riva, George Shannon, Hachemi Marzouk, Marco Perrin, Franois Chatelet, Marie-France Garcia
Género: Drama
Año: 1973
Nacionalidad: Francia
Duración: 89
Calificación: No recomendada para menores de 18 años
Imagen: Color - PAL - Widescreen 1.66:1 - 16:9
Región: 2
Idiomas: Francés - Dolby Digital Mono
Subtítulos: Español
Discos: 1
Edición: Normal

Disco 2
- El Árbol de Guernica (V.O.S.)
Director:
Fernando Arrabal
Actores: Mariangela Melato, Ron Faber, Cosimo Cinieri, Rocco Fontana, Franco Ressel, Mario Novelli
Género: Drama, Bélico
Año: 1975
Nacionalidad: Francia, Italia
Duración: 99
Calificación: No recomendada para menores de 18 años
Imagen: Color - PAL - Widescreen 1.85:1 - 16:9
Región: 2
Idiomas: Francés - Dolby Digital Mono
Subtítulos: Español
Discos: 1
Edición: Normal

- El Emperador del Perú (V.O.S.)
Director: Fernando Arrabal
Actores: Mickey Rooney, Anick, Jonathan Starr, Ky Huot Uk, Monique Mercure, Jean-Louis Roux
Género: Drama
Año: 1982
Nacionalidad: Francia, Canadá
Duración: 78
Calificación: No recomendada para menores de 13 años
Imagen: Color - PAL - Widescreen 1.66:1 - 16:9
Región: 2
Idiomas: Francés - Dolby Digital Mono
Subtítulos: Español
Discos: 1
Edición: Normal

Disco 3
- El Cementerio de Automóviles (V.O.S.)
Director:
Fernando Arrabal
Actores: Alain Bashung, Juliet Berto, Micha Bayard, Roland Amstutz, Denis Manuel, Dominique Maurin
Género: Drama
Año: 1983
Nacionalidad: Francia
Duración: 86
Calificación: No recomendada para menores de 18 años
Imagen: Color - PAL - Widescreen 1.66:1 - 16:9
Región: 2
Idiomas: Francés - Dolby Digital Mono
Subtítulos: Español
Discos: 1
Edición: Normal

- �Adiós Babilonia! (V.O.S.)
Director: Fernando Arrabal
Actores: Isild Le Besco, Emmanuel Faventines, Raphal Frydman, Stéphanie Touly, Catherine Oudin
Género: Drama
Año: 1992
Nacionalidad: Francia
Duración: 54
Calificación: No recomendada para menores de 18 años
Imagen: Color - PAL - Fullscreen 1.33:1 - 4:3
Región: 2
Idiomas: Francés - Dolby Digital Mono
Subtítulos: Español
Discos: 1
Edición: Normal

Disco 4
- Jorge Luis Borges (Una Vida de Poesía)
Director:
Fernando Arrabal
Actores:
Género: Drama
Año: 1998
Nacionalidad: Italia
Duración: 66
Calificación: No recomendada para menores de 13 años
Imagen: Color - PAL - Fullscreen 1.33:1 - 4:3
Región: 2
Idiomas: Español  - Dolby Digital Mono, Francés - Dolby Digital Mono
Subtítulos: Español
Discos: 1
Edición: Normal

- Arrabal, Cineasta Pánico
Director: Fernando Arrabal
Género: Documental
Duración: 92
Calificación: No recomendada para menores de 13 años
Imagen: Color - PAL - Fullscreen 1.33:1 - 4:3
Región: 2
Idiomas: Español  - Dolby Digital Mono, Francés - Dolby Digital Mono
Subtítulos: Español
Discos: 1
Edición: Normal
Extras:  Entrevista, Ficha técnica, Ficha artística, Arrabal y el cine, Arrabal en imágenes, Christle Jacob: Creaciones Arrabalescas.

 

11/05/2009 08:15 Raúl Herrero Enlace permanente. ¡Arrabal: 76 años! No hay comentarios. Comentar.

Comunicado de Fernando Arrabal (O sobre Mandelbrot)

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Que todos sus lectores, insustituible y amado director, anoten la fecha del 19 de noviembre de 2009. Desde ahora mismo. Que los más perspicaces aterricen ese día en Nueva York. En parapente, globo, dirigible ó 747. Si no me hubiera prevenido el poeta vivo americano más insumiso no lo hubiera creído (el mismísimo Benjamín Ivry): ese día, Benoit Mandelbrot, el inventor de la nueva geometría, editará The Fractalist. Trescientas veinte páginas. Su biografía. Trascendente, seguro.

En el número 154 de Claves hace cuatro años se publicó mi charla con el fractalista. Bajo el título Inteligencia, genio y humor del matemático. La leyeron tres patafísicos, un perturbador y mi mujer. Mandelbrot reconoce ahora: "Mis descubrimientos proporcionan en el desorden ambiente y la crisis actual (junto a lo que se estableció en tiempos de Aristóteles) un segundo oasis de sencillez". ¡Qué gozada para mí que creía estar perdido en el desierto! Con mi Dulcinea. Suyo, en clave de fa, arrabal de París.

 

 

[El mismísimo Mandelbrot en la imagen superior]

05/05/2009 16:39 Raúl Herrero Enlace permanente. ¡Arrabal: 76 años! No hay comentarios. Comentar.

Teatro Completo de Fernando Arrabal

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En el año del Señor 1997 se publicó por vez primera, en castellano, el Teatro Completo de Fernando Arrabal en dos gruesos tomos, en papel biblia, con más de 4000 páginas. Entonces lo editó Espasa Calpe en colaboración con la Ciudad Autónoma de Melilla, que conmemoraba su V centenario, en una hermosa edición ya agotada y dentro de la colección “Clásicos castellanos”. Por fortuna sonriente en este año 2009 ha retomado el proyecto la editorial Everest, en colaboración con Junta de Castilla y León y el Instituto castellano y leonés de la Lengua. En esta ocasión la edición también resulta espléndida, cuidada, con dibujos del autor que preñan las páginas también de papel biblia y con un apéndice repleto de fotografías, collages, carteles y otras curiosidades del universo Arrabal. En esta nueva edición se han incluido las obras posteriores a 1997: Carta de amor, Claudel y Kafka, Faustbal (el libreto de la ópera recientemente estrenada en el Teatro Real de Madrid con música de Leonardo Balada)…
Tanto en la publicación de 1997 como en la presente del Teatro Completo el catedrático de la Universidad de Murcia y poeta Francisco Torres Monreal ha desarrollado un extraordinario y colosal trabajo de investigación, de explicación de los diversos ciclos por los que circula la obra dramática de Arrabal, además de una selección de publicaciones, etc. Un trabajo ingente que demuestra la extraordinaria repercusión, presencia y la importancia capital del dramaturgo español más representado en el mundo. Para la contraportada de ambos volúmenes se ha elegido la entrada del Diccionario de literatura de la editorial Bordas que reza:

[Si quiere continuar la lectura del artículo puede hacerlo en el siguiente enlace en la página de la revista Generación.net

: http://www.generacion.net/teatro-completo-de-fernando-arrabal]

 

Entrevista a Fernando Arrabal por Sara Ciria

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"Periferias” ¿le va?

O perifollos, Sarita, incluso en femenino.



¿Con caníbales?

Con anorexicos-antropófagos unidos/que jamás serán vencidos.



¿Se ha adelantado a su tiempo?

Gracias a su omnisciencia el Dios Pan puso los principios antes de los finales, doña Sara.



¿Qué le llevó a crear con Topor y Jodorowsky el pánico?

Se me ocurrió de niño al ganar el concurso de superdotados. Hubieran debido congelarme.



¿Sigue siendo válido el espíritu originario de esta formación en los tiempos que vivimos?

Daría cualquier cosa porque no me hubiera hecho esta pregunta Señora Ciria ¿Cuánto quiere en metálico?



¿Si Cervantes hubiera sido pánico…

¿Hubiera terminado su obra “La confusa”?



¿Qué le parece la edición de ‘La cocina caníbal’ realizada por Tropo Editores?

Comestible como Gaudí, y gastronómica como el esperanto de los paladares.



¿“El hombre es el mejor alimento del hombre”?

Eso dijo Topor en su cocina. Ya que no hay que confundir el futuro del pánico con la historia del pánico



¿En qué se centró a la hora de prologar el libro?

En el lema “Desabrocha tu uniforme; hay otro debajo ¡carajo!”



¿Dijo “Hasta cuándo”?

Dejo la lengua de trapo para la tropa de vacas sagradas con el rabo entre
las piernas



Su nombre se asocia con moción irreverente.

La moción (y la micción) mata y remata a la emoción.



¿Qué personaje histórico le gusta?

Todas mis respuestas están sujetas a mi circunstancia: mañana podrían ser muy diferentes.



Un periodo que le hubiera gustado vivir:

Todos podemos teorizar sobre la parte más maldita de los terráqueos, porque todos formamos parte de la maldición.



¿De que se arrepiente?

De tantas cosas. Por ejemplo de no haber abrazado las matemáticas cuando me lo recomendó el tribunal de mi premio en 1941.



¿Qué es la felicidad?

Si existiera ¿habría mejor calidad para alcanzarla que la generosidad sexual, en especial la pánicamente sádica o la geriátricamente casta?



¿Le sorprendió la acogida internacional de su “Carta a Franco” (1972), evidentemente prohibida en vida del dictador como toda su obra?

Las sabandijas cuando enferman no se meten en la cama.



¿Qué podría justificar la mentira?

Nada. Es una componenda inútil con la ira centrípeta de uno mismo. El cíclope ciego se distingue mal del tuerto.



Si tuviera poder ilimitado ¿Qué es lo primero que haría?

Limitarlo, por lo menos. Vivimos tiempos de miopía en que matar por placer parece peor que hacerlo por ideal.



¿Cómo le gustaría morir?

Durmiendo en plena levitación con Louise-Michel.
Que un camello pase por el ojo de una aguja es menos infrecuente que encontrar al camellero que trató de hacerlo.



¿Ha reinventado la provocación como escribió Village Voice?

La provocación es infantil, centrípeta y aleatoria.



¿Por qué le acusaron de provocador las lumbreras del Ministerio de Información y Turismo de Franco?

Con esta coartada trataron de justificar que el dramaturgo más representado fuera entonces prohibido en España. Cosas más peregrinas se oyeron y se oirán. Los antropófagos diabéticos no comen fabricantes de azucarillos.



¿Cree que el hecho de que el antiguo régimen prohibiese su obra es, mirado desde la distancia, un honor?

Fue el único que podía otorgarme “sin mancillarme” como se decía entonces. Los chimpancés con sotana son quienes mejor pronuncian discursos.



Jodorowsky, Topor y usted ¿cuando fundaron el Movimiento Pánico imaginaron su porvenir?

Todo lo que yo pueda decir de la vigencia del movimiento tendría aún menos trascendencia que lo que opinó el ministro Ucelay de Picasso en 1937. Que los rinocerontes canten, es de por sí bastante molesto, pero lo insoportable es que vuelen.



Jorris escribió que usted es el último superviviente de los tres grupos de la llamada modernidad, pánico, surrealismo y el colegio patafísico ¿Qué opina?

En el grupo surrealista tan sólo estuve (pero con presencia diaria) tres años. Ni siquiera ni mil años ni mil días.



¿Políticamente que era entonces este grupo?

Como lo fue siempre: el ala cultural del partido comunista trotskista.



¿Artísticamente?

Lo formaba el corro de rebeldes más espeluznante y genial de aquel momento.



¿Y ustedes tres?

A nosotros tres nos consideraron los espeluznantes de los espeluznantes. Por puro autismo.



Se pretende que es un adepto de la confusión.

Todo lo contrario: soy casi fanático de la exactitud, del ajedrez y de la ciencia. Lea trece de mis textos en Libros del innombrable”.



¿El hombre pánico…

Incluso su pene, doña Sara, observa con pena el eterno triunfo de la confusión.



El Colegio de Patafisica que define al omnipresente universo de las excepciones. ¿por qué le nombró “trascendente sátrapa”?

Injustamente, se habla menos de los miles de miembros que hoy forman el Colegio de Patafisica, que de los cinco trascendentes sátrapas aún en vida (Umberto Eco, Barry Flanagan, Dario Fo, Edoardo Sanguineti y yo) desgraciadamente acaba de ocultarse (fallecer, “vulgaris”) Baudrillard. Y años antes los irremplazables Marcel Duchamp, Max Ernest, Ionesco, Man Ray y Topor. Excepcionales todos y ajedrecistas obviamente. [Corte mi respuesta, Sarita, me salió demasiado larga]



¿Cuál es su via?

Las golondrinas melillenses y los condores peruanos ignoran la manía demente de ir siempre en línea recta.



¿Cree que Cervantes se enorgulleció desde el más allá cuando usted abofeteó a un presentador francés de TV francesa por tratar irrespetuosamente el nombre del autor?

Cervantes tenía demasiado humor (y cachondeo) como para no apreciar mi reacción.



¿Es anarquista?

Recuerde la réplica politica de Sancho, amada Sara "Ni quito ni pongo rey sino que me sirvo a mí que soy mi señor".



¿Por qué le estrenan tanto jóvenes compañías como he visto en arrabal.org?

El porcentaje de jóvenes compañías (o de ‘teatros consagrados’) a los que les importan mis obras (o a las que les importa un comino todo lo que haya podido escribir) hasta el punto de representarlas es misteriosamente semejante hoy en Vitigudino y en las antípodas.



¿Cuáles son sus obras mas representadas?

Las elegidas (y las desechadas) son las mismas siempre.



¿Por que gusta?

Por buen gusto o por gustirrín ¿Puede darme un beso a tornillo, señora Ciria?



Es usted tan especial

Sorprende por ello que mi ‘circunstancia’, familiar sólo para mí, pueda serlo igualmente para un joven director de Toledo o de Toledo (USA).



Tras los tiempos de penitencias obscurantistas ¿atravesamos los senderos de las mistificaciones luminosas?

Me acostumbré durante decenas de años a la hostilidad casi paranoica del antiguo régimen.



¿Y a la obstinación de su censura?

Desde luego se encabezonaron no por militar yo pues nunca milité en nada) en la misma formación de los otros cuatro prohibidos por “peligrosísimos” hasta un año después de la muerte del general: Líster, Carrillo, Pasionaria y ‘El campesino’.



¿Por qué tanta saña?


Si dos puerco-espines se cruzan tiene prioridad el de más espinas.



A los teatros decimonónicos internacionales, ha escrito Esslin, les asusta su teatro ¿es cierto?

Cómo nos gustaría ver la luna bocabajo.



¿Por qué el Teatro Real de Madrid, va a estrenar el próximo 13 de febrero su última opera (con la dirección de ‘Els Comediants’)?

Para vengar la vida breve de Falla.



¿Hay teatros creados con anterioridad que le representan?

En la ‘Comédie Française’ y otros teatros nacionales europeos se puede representar mi teatro actualmente de la forma más sorprendente e incluso arriesgada. O no representarse sin que ni siquiera las masas salgan a manifestar su repulsa por ello.


¿Por qué en su día su “Emperador de Asiria” se hizo en el Royal Nacional Theatre de Londres con el inolvidable Sir Laurence Olivier?

Porque sistemáticamente rueda fortuna no da el triunfo a los mejores, sino a los más conocidos.


Su teatro se publicó, hasta 1977, antes en japonés o griego que en su lengua materna. Por orden de las autoridades. La sarna inteligente prefiere los toros colorados.



La lengua en que se manifiesta y por la que le echaron de El Mundo. No tengo, hélas, ni lenguas maternas ni, comunmente, lenguas chupantes.



Dice usted que no es emigrante sino desterrado.

Puesto que más que de raíces dispongo de piernas.



¿Que piensa del tiempo?

Gracias a un reloj de sol (y de pulsera) cada instante señalaría la hora que más nos apeteciera.



¿Cómo ve el futuro, desde París donde vive?

Menos los adivinos del alto Aragón, todos pueden prever el bajo porvenir.



¿La confusa complejidad actual?

Hace que los problemas cambien de naturaleza para que las ‘soluciones’ parezcan racionales.



¿Y de sexo?

Sólo sé que no sé nada (como de casi todo, Sarita de mis entretelas.)



29/10/2008 17:41 Raúl Herrero Enlace permanente. ¡Arrabal: 76 años! No hay comentarios. Comentar.

¡Arrabal desde Nueva York habla! (II)

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SIEMPRE SIN EGNES SIN TILDES SIN ACENTOS PERO CON ERRATAS

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Ayer me toco charlar en un arrabal de NY, Rutgers, y hoy en Manhattan. Como de costumbre improvise y caí en gracia, a tenor de las ovaciones. Pero es posible que todos los ultramarinos recibamos sistemáticamente la misma acogida. Parecida, pues, a la que recibía Hegel ante sus aulas repletas, mientras que Schopenhauer hablaba para seis indiferentes de la misma universidad berlinesa.
Hoy me he metido en una silla de ruedas y empujado por un peruano de servicio he visitado doce salas del Metro. Mus. Maravilla del mejunje artístico. Si Modigliani cohabita con su admirado amigo Suetine, los enemigos declarados o las escuelas antagónicas se presentan revueltas y codeándose. Faltan "mis" cinco pintores chinos. Obviamente: sorprenderían las gigantescas dimensiones de sus cuadros con las reducidísimas de los maestros de este museo. [Por cierto al parecer nuestras comunes y gigantescas -también- colaboraciones van a terminar en noviembre]. El famoso autorretrato de Picasso no llega al tamaño de la holandesa. Impresionan el Cristo de Dalí , el arquero de Bourdelle y sobre todo los Tanguy, que aun mala y pobremente representados se alzan como las protopinturas de los Miró, Matta, Mathieu y compañía. El techo-azotea-ático del museo esta ocupado por tres Koons de enorme tamaño. Se les llama "obras" quizás porque por ahora no se les quiera dar el nombre de esculturas. Las tres gracias: el perro de plástico, el corazón de bombón y el cuaderno de colorines. Precisamente al pie del Hilton una vendedora de globitos y ’I love you’ hace -de verdad y sin descanso- el perrito. En el Museo los visitantes contemplan las tres obras con atención pero sin hacer comentario alguno (ni al oído de sus acompañantes) ni gestos expresivos. Es posible es que ignoremos lo que podríamos o tendríamos que pensar. Hace años Lélia -aun mas enferma que hoy- pregunto a mi amigo el "galerista" Gagosian ante una exposición semejante en NY: "Naturalmente el artista es un ciego"; Gagosian desconcertado ante pregunta tan evidentemente sincera -sin miaja de provocación- le respondió con la misma sinceridad "No, no, En absoluto"; Y Lélia apabullante de franqueza, pero continuando su razonamiento autista: "Pues es mayor el merito que tiene". ¿Y Hegel? (hubiera podido preguntar Lélia) "mayor merito el suyo si no es un retrasado mental". Amen.

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Quosque tandem... ¿Hasta cuando van a seguir dando el premio Nobel a mis amigos? La manía comenzó otorgándoselo a todos los testigos de mi proceso en 1967 [¡De lo que se salvo Sastre con su militancia!]. Ahora le toca a Le Clezio. Los académicos quieren señalar que juntos viajamos a un pueblo de N. México para asistir a la fiesta india que hicimos el primer libro franco sobre Frida K. Esta noche voy de teatro con una "Lis sensacional": espero y deseo que no tenga que tapar mis oídos y ojos para no ver y oír las seudo-arrabaladas. Iré en taxi, a bordo seguramente (como siempre desde que estoy en NY) de un paquistaní. Que poco suelen recordar al joven amigo musulmán y estudiante de ultimo año de derecho que un día será presidente de la republica francesa, siempre tan simpático y servicial conmigo. La verdad es que estoy tan cansado y tan antipático en este infierno junto al cielo de NY (o viceversa) que mucha veces en vez de hablar ladro (o al revés). Con la crisis han "parachutado" legiones de iberos de la tercera edad (cuya tercera parte me acoge al grito de "filosofo Savater") o brigadas de galos de la cuarta edad cuya cuarta parte me pregunta por lo que me decía mi amigo García Lorca durante la guerra civil. Estoy tan escandalizado por lo de Montagnier... que leo Montaigne en ingles!!! y creo que le saco aún mas provecho; cuando tengo un atasco el poeta Ivry con su talento cuerdo, me encauza o me desata que también se dice "me desnuda". Amplexus, arrabal of NY.

 

Fernando Arrabal

¡Arrabal desde Nueva York habla!

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Con un poeta y un triciclo, [casi como en mi pieza, del mismo titulo] me fui al Zoo de Central Park de NY, para seguir de lejos y en bastardilla el periplo del personaje de Salinger. Y topé con un espectáculo “desopilante” y estremecedor [aquí estoy sin acentos ni egnes, cogno*] . Medio centenar de hombrecillos de medio metro de altura, serios y trascendentes hacían reír a carcajadas a un grupo numeroso de niños y más aún a sus padres: no se puede imaginar nada tan cómico y sobrecogedor como estos pingüinos. Unos se alinean sesudos para contemplar un punto preciso del cielo; otros aislados y desdeñosos, a lo Chateaubriand, esperan en lo mas alto de una roca la llegada de una señal decisiva; otros, también solitarios, parecen castigados contra la pared. Se mueven muy rápidamente bajo el agua; pues todo pingüino dispone de una doble velocidad: una acuática y submarina que avecina la del rayo supersónico y una segunda lenta y torpísima cuando deambula entre las piedras de la costa. El pingüino pasa la mayoría de su tiempo inmóvil, con el pico entreabierto, en un pedrusco junto al océano, levantando parsimoniosamente ambas "manos", exactamente de la misma manera, pero muy de vez en cuando. Y sin que nada lo presagie se zambulle en el agua con elegancia y estilo. Dentro del mar es capaz de dar las volteretas más graciosas y espectaculares. La economía también parece de lo más inesperada y caótica. La confusión se ha adueñado de todo, más aun que nunca. Hasta que se zambulla en el infierno como los pingüinos en el fondo del mar. Este animalito humanoide puede aparecer en la superficie del agua dando saltos en el aire. Es como una ilustración puntualmente significativa de nuestro propio ir y venir de la confusión a la ilusión, del cuerpo al alma, de la vida a la muerte, de la excepción a la regla, de nuestro genio a nuestra estupidez, de nuestros ramalazos de deslumbramiento a nuestro eterno patear en el pozo de lo que ignoramos. Las focas también son espectacularísimas, pero en nada comparables a estos pingüinos, nuestros verdaderos hermanos de smoking, cachondeo, pánico y dolor secular .

Amen y amplexus de este arrabal of NY.

PD. Mi amiga la genial Francoise Barre’ S ha ganado esta mañana el Nóbel de medicina. Ella que no es medica!!!! Espero que se pueda escuchar nuestra primera conversación publica: hace un cuarto de siglo en France Culture. Pero para mayor ejemplaridad le han otorgado el galardón adosada a su plagiario y usurpador Montagnier.


Fernando Arrabal

* Arrabal escribe sin duda desde uno de esos ordenadores norteamericanos que, como ya sabemos, siguiendo la costumbre de sus semejantes practica el vicio de evitar las eñes y los acentos españoles. Por supuesto, estos pecados se han subsanado para la inclusión del texto en este blog.

 

09/10/2008 15:25 Raúl Herrero Enlace permanente. ¡Arrabal: 76 años! No hay comentarios. Comentar.

TOP SECRET -COACCIONES A ARRABAL-

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(Amantísimos lectores reproduzco una nota aparecida en el periódico canariasahora.es para su deleite y satisfacción del eco de la injusticia.)

Siguiendo con las noticias que no encuentran eco en la prensa española, vamos a dar una de alcance nacional. El dramaturgo melillense afincado en París, Fernando Arrabal, entre otras muchas obras autor del libro de poemas Lanzarote, ha denunciado que su negativa a firmar el Manifiesto por! la lengua común que promueven diversos intelectuales y escritores como Vargas Llosa, Albert Boadella, Luis Alberto de Cuenca o Fernando Savater desde las páginas del diario El Mundo, le ha provocado "consecuentes o inconscientes reacciones e incluso coacciones", lo que ha suscitado una carta de queja del afectado a Arcadi Espada, uno de sus promotores. En ella, Arrabal compara la situación a la que padeció "cuando en julio de 1967 las autoridades me incomunicaron en la cárcel de Carabanchel". Lo dice porque de momento, negarse a participar en esta campaña que ha emprendido Pedro Jota Ramírez contra el Gobierno de la Generalitat de Catalunya le ha costado que se suprima su columna dominical en el diario, lo cual está generando innumerables protestas de lectores y admiradores. Aunque, de momento, no las hemos visto reflejadas en el periódico. Duendes de la imprenta de papel, sin duda.Canarias Ahora ® Copyright © 2000-2008 - Islas Canarias - España -

Fernando Arrabal escribe sobre la retirada de su colaboración en El Mundo

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(En la fotografía superior Arrabal doblemente condecorado como Patafísico y Caballero de la Legión de Honor Francesa.)

Ahora que ya soy un no-ser en el mundo de El Mundo aprecio el precio de tu “súplica” y de tu espada, Espada. Te cuento, como pides, mi versión pensando y sopesando la indeterminación, la incompletitud e incluso la confusion inevitable e inextricable hélas!

En el mensual venezolano “Exceso” escribía, hasta hace un año, las páginas 6 y 7 (BHL dos interiores) hasta que los mandos mandaron al carajo a su director B.A. Fihman (hoy redactor del parisiense “Medias” de “Reporters sans frontiers”). Ipso facto recibí una simpática llamada (así como BHL) de una desconocida factótum y neo-excesiva: mi colaboración había cesado por motivos únicamente presupuestarios, como era de suponer. Pero, obviamente, se me llamaría a la menor oportunidad o nocturnidad para “gozar de mi magistral pluma”. Llamando a la compasión, pensé en el verdadero maestro: Schopenhauer.

Escribía terceras en ABC cuando en julio de 1967 las autoridades me incomunicaron en la cárcel de Carabanchel. Un tercero se comunicó con mi mujer para anunciarnos que ABC había prescindido de mi terciar por demasiado caro, dijo sin perder cara. Pero, obviamente, aún más duro, me llamarían cuando se presentara la ocasión. Ocasión que se presentó veinte años
después.



Desde hace quince años, y desde los cerros de Úbeda, viviendo en las alturas a mi aire, publicaba los domingos en El Mundo (hoy del mutis).



Usted conoció mi reciente negativa a firmar el “Manifiesto por la lengua común”. Negación que provocó las consecuentes o inconscientes reacciones e incluso coacciones.

No me enteré que “mi” media página del domingo 21 había sido eliminada hasta llegada la noche y en coche. Y leyendo los mails de espontáneos o coetáneos. En vista de ello le envié al responsable de la sección, “este mensaje de un periodista, entre otros, al que no sé responder”; y al día siguiente: “siguen cayendo messages, sages et non sages, sobre el interruptus; perplejo aunque añejo”.

El lunes, por fin, recibí una llamada del responsable de la sección (si cabe más cordial aún que la desconocida de “Exceso”). Me anunció la supresión (sin presión alguna) de mi “colaboración” a causa de los primos de las hipotecas y las “sub-prime”. Pero, obviamente, se me llamaría a la menor oportunidad para contar (¿y cantar?) con “mi voz excepcional”.



Obviamente, a mi juicio, mi fulminante desmundanación de sopetón y por sorpresa (por un recadero de mi ex-supongo-amigo director) es debida única, exclusiva y positivamente a mi negativa a firmar el “Manifiesto por la lengua común”.


Sin comparar lo incomparable. Ante estas cosas de ocaso (y sin que venga a cuento en este caso) suelo pensar en mi padre. El día 17 de julio de 1936 fue encerrado, solo, por sus solícitos compañeros en el cuarto de banderas de un cuartel de Melilla; para que se lo pensara, pues arriesgaba ser condenado a muerte por rebelión militar si no se adhería al “alzamiento”.

Una hora después el teniente Fernando Arrabal llamó a sus ex-compañeros ¡ya! para decirles que no necesitaba reflexionar más. Gracias a ello hoy…

Me toca, como a menudo, ser testigo, ejemplo o símbolo de lo más trascendente de lo que ahí sucede. Yo que sólo soy un desterrado y un despistado. Si se me saca de mis idolatradas cifras mi pista me lleva al desconcierto ¡y sin orden! No quiero ser un chivo expiatorio, sólo quiero (a mis 76) expirar vivo, cuando Pan quiera.

 

Fernando Arrabal

 

(El autor del blog agradece a Fernando Arrabal que le permita divulgar este nota)

Fernando Arrabal asegura que hace "un gran esfuerzo por ser convencional" pero "no lo logra"

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(Fotografía de Lis)

El escritor y director de cine Fernando Arrabal ha asegurado hoy que hace un gran esfuerzo por llegar a ser alguien "convencional", un objetivo que no ha logrado conseguir, ya que el mundo que le rodea le hace "infeliz".

En una rueda de prensa ofrecida en Melilla, su ciudad natal, Arrabal ha expresado que mantiene un gran número de inquietudes, muchas de las cuales expresa en sus obras a través de los personajes que tienen cabida en ellos.

El escritor melillense ha dicho que pese a la infelicidad que le genera el mundo actual logra conseguir en ocasiones "medicina para el corazón" gracias al trabajo que desempeñan algunas compañías de teatro que eligen su obra y la trabajan durante largo periodos de tiempo.

También se ha mostrado satisfecho por el hecho de que en distintas lugares como D'Avignon (Francia) o Ciudad Rodrigo (Salamanca), donde pasó una parte de su infancia, se le haya dado su nombre a un festival o a un teatro.

En Melilla, también existe el propósito de que el Teatro Nacional de la ciudad lleve el nombre de Fernando Arrabal, tal y como ha anunciado en su comparecencia el propio escritor, después de la consejera de Cultura, Simi Chocrón, se lo comunicara.

Arrabal se encuentra metido en multitud de proyectos, entre ellos el estreno en el mes de febrero en el Teatro Real de Madrid de 'Faust-bal', en la que el escritor da protagonismo a la figura de la mujer, personajes que le han rodeado durante toda su vida simbolizados en su madre, su hermana o su mujer.

Sin embargo, ha confesado tener un proyecto pendiente, el poder rodar una película basada en la historia de su padre, un teniente del Ejército al que el inicio de la Guerra Civil en Melilla le truncó su carrera profesional y personal.

Arrabal ha recordado que su padre, que primero fue condenado a muerte, pero que finalmente pudo escapar de una prisión de Burgos, desapareció "completamente", algo que ha considerado "imposible".

Preguntado sobre la Ley de Memoria Histórica, ha dicho no tener ninguna opinión, porque no reside en España y no está al corriente de la misma, pero ha señalado que no está a favor del perdón, sino de la compasión.

En opinión de Arrabal, que tras la muerte de Franco fue una de las cinco personas catalogadas como "prohibidas" en España, el perdón "incita a repetir", pero ha manifestado sentir compasión "por unos y por otros".

04/09/2008 - 16:55
IBLNEWS, AGENCIAS

 

¡Arrabal: 76 años!

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El 11 de agosto el dramaturgo y poeta Fernando Arrabal cumplió 76 años. ¡Felicidades!
El próximo 23 de febrero Fernando Arrabal presentará en el Teatro Real de Madrid la ópera Faustbal con libreto del propio Arrabal y música de Leonardo Balada. ¡Bravo!
La revista literaria Ánfora Nova publicó en su número 67-68 del año 2006, unos poemas que adelantaban parte del texto de la ópera. Para celebrar con mis impertérritos lectores los fastos del sí-cumpleaños-arrabal reproduzco dos de estos fragmentos como aperitivo de la ópera-pánica: Faustbal.



FAUSTBAL
(Extracto de parlamento)

(A Margarito)
No me entres en la carne de mi carne.
No me toques tu vientre con tu vientre.
No me invadas mi fruto con tu peste.
No me implantes tu falo en mi vagina.
No me hieras el alma de mi alma.


HIMNO A LA PAZ DE FAUSTBAL

Enjaezada de fábula
y de armonía calzada,
con túnica de olivo
y talle de quietud,

eres la memoria
de la serenidad tranquila
reposas sin hipérbole
ni parábola lid.

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